Divã

Um Passo Além do Normal

Você gostaria de se destacar da multidão? De ser uma daquelas pessoas que parecem ter um brilho especial, um 'algo mais" que atrai a si a atenção e os bons sentimentos dos demais?

Pois há um pequeno truque que pode dar certo. Dê um passo à frente do normal. Fique um pouco adiante do óbvio. Faça um pouco mais do que se espera de você, mas com a naturalidade e a simplicidade de quem ainda pode melhorar muito. Exercite a generosidade discreta, mesmo que em doses bem pequenas, e você vai se tornar uma pessoa realmente especial.

Pois fazer o bem àqueles de quem gostamos, ajudar apenas àqueles que nos agradam, é algo muito fácil e qualquer um pode fazer. Mas estender um pouco essa atitude, para que nossa boa vontade supere os limites impostos pelo óbvio, é uma valiosa conquista pessoal.

Assim, a pessoa que, em um evento social, dedica sua atenção ao convidado de conversa pouco interessante, o profissional que convida para almoçar o colega cuja companhia os outros procuram evitar, aquele que de boa vontade ajuda a ex-família, mesmo que já não nutra por ela qualquer afeição, quem vai a lugares que pessoalmente não lhe agrada por saber que sua presença será muito importante para alguém...

Esses pequenos - ou por vezes grandes - sacrifícios acendem uma luz especial no coração de quem os faz; que não passa despercebida pelos outros e atrai a atenção das pessoas. Além do mais, é uma bonita forma de se mostrar grato por todas as coisas boas que a vida proporcio¬na. Aquelas boas coisas que de fato existem, apesar de normalmente as deixarmos de lado para lamentar as dificuldades que temos e os problemas que enfrentamos.

Se procuramos fazer apenas o absolutamente agradável, considerando somente o que corre em nosso próprio benefício, agimos como quem quer adquirir algo de que gosta e ainda espera receber dinheiro por isso.

É justamente na troca que está o critério de valor de todas as coisas. E é na nossa boa vontade em usar a liberdade que temos para abdicar (sorrindo!) os nossos legítimos prazeres - ou, mais ainda, abraçar com alegria o pouco agradável - que está o fermento capaz de fazer crescer em mil por um a nossa felicidade.